O consumo de alimentos ultraprocessados está associado à obesidade em adolescentes e adultos!

fast-food-154556_640Estudo recém-publicado sobre aquisição de alimentos industrializados, verificou que cerca de 1/3 das calorias totais consumidas diariamente pelos brasileiros são provenientes de produtos ultraprocessados. Ultraprocessados é o termo atribuído para produtos alimentícios que foram altamente transformados/processados, sendo formulados com múltiplos ingredientes (podendo ser naturais e/ou artificiais, como aditivos, corantes, conservantes, aromatizantes, etc). Uma característica marcante é que a maioria possui pouco ou nenhum alimento integral e apresenta excessos seja de açúcar, sal ou gordura.

Quando se compara esses produtos com o restante dos alimentos e preparações culinárias essas formulações têm baixa concentração de fibras e proteínas e com alta densidade energética (proveniente de açúcares e gorduras).

Como estes produtos foram feitos para serem consumidos em qualquer lugar “prontos para o consumo” e formulados para serem muito palatáveis (sensação proporcionada pelo excesso de açúcares e farinhas refinadas, gorduras, aditivos, realçadores de sabor e sal), eles “fisgam”, “seduzem” facilmente os consumidores e levam a um excesso de consumo.

A pesquisa também aponta que o maior consumo desses produtos foi associado ao excesso de peso e obesidade em todas as idades, sendo essa associação mais evidente em mulheres, que pode ser explicada pelo fato da digestão dos carboidratos ser mais rápida em mulheres do que os homens.

Outros estudos mundiais também encontraram associação semelhante. Nos EUA um estudo prospectivo verificou que pessoas que consumiam com maior frequência embutidos e batatas “tipo chips” apresentaram risco de obesidade, enquanto o consumo de alimentos minimamente processados mostrou efeito protetor, da mesma forma um outro estudo prospectivo que durou 15 anos mostrou que o consumo de fast food esteve associado com alterações de peso e resistência à insulina.

Assim, os autores destacam a importância de intervenções com políticas que visem a redução do consumo de produtos ultraprocessados para o combate à obesidade.

Fonte: Louzada MLC, Baraldi LG, Steele EM, Martins APBo, Canella DS, Moubarac JC, Levy RB, Cannon G, Afshin A, Imamura F, Mozaffarian D, Monteiro CA, Consumption of ultra-processed foods and obesity in Brazilian adolescents and adults, Preventive Medicine, Volume 81, 2015, Pages 9-15, ISSN 0091-7435, Disponível em: (http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0091743515002340)

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