Excesso de flúor pode ter efeitos neurotóxicos.

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Estudo de Harvard classifica o Flúor como uma neurotoxina. Além do fluor, o artigo discute outros produtos químicos (chumbo, o metilmercúrio, arsênico, bifenilos policlorados, tolueno, etc) utilizados nos alimentos que comemos e na água que bebemos como principais causas de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade) e autismo em crianças. Transtornos do desenvolvimento neurocomportamental afetam cerca de 10-15% das crianças, sendo que a prevalência das taxas de espectro  do autismo,  desordem de déficit de atenção e hiperatividade parece estar aumentando no mundo. Decréscimos subclínicos na função do cérebro são ainda mais comuns do que esses transtornos do desenvolvimento neuro-comportamental. Todas estas deficiências podem ter consequências graves, com diminuição da qualidade de vida, redução do desempenho acadêmico e perturbação do comportamento, com profundas consequências para o bem-estar e a produtividade de sociedades inteiras. Além das  causas de origem genética, há forte evidência de que os produtos químicos industriais amplamente disseminadas no ambiente são importantes contribuintes para a chamada a pandemia global silenciosa de toxicidade do desenvolvimento neurológico. Após uma análise exaustiva de diversos artigos cientificos, em um processo de revisão sistemática e metanalise, conclui-se que o excesso de fluoreto impede o desenvolvimento adequado do cérebro e pode levar a transtornos do espectro do autismo, dislexia, TDAH e outras condições de saúde, uma “epidemia silenciosa” que as autoridades de saúde ainda não estão convencidas do problema. No Brasil a situação não é nada melhor, pois enquanto os EUA diminuíram o limite de flúor na água potável, no Brasil o limite permaneceu alto, devido ao objetivo de prevenção da carie dentária (fluoretação pode reduzir a prevalência de carie). O fluoreto age nos dentes tornando-os mais resistentes à ação de bactérias, porém essa defesa é limitada e sua eficiência varia em função de quanto açúcar se ingere na alimentação. O valor máximo permitido para o fluoretação da água no Brasil é de 1,5mg/litro. Em São Paulo a Resolução SS-65/2005 estabelece como teor ótimo de fluor na água de abastecimento o valor de 0,7 (podendo variar entre 0,6 a 0,8 mg/litro). O nível de ingestão máxima (UL) acima do qual pode representar toxicidade para crianças de 1 a 3 anos é de 1,3 mg/dia. Diversos países do mundo, nos quais a cárie é uma doença controlada em termos de saúde pública, optaram por não utilizar a fluoretação da água, devido aos risco de consumo excessivo, podendo implicar em toxicidade cerebral, menor QI em crianças e se relacionar com outras desordens metabolicas, como o hipotireoidismo e calcificação das arterias. A incidência de desordens do desenvolvimento neurológico relacionado a produtos quimicos dobraram nos últimos sete anos. A razão para isso é que um número crescente de produtos químicos, em sua maioria não testados, estão sendo aprovados para uso sem que as pessoas saibam onde estão e em qual quantidade. A maioria dos mais de 80.000 produtos químicos industriais largamente utilizados nos EUA nunca foram testados quanto aos seus efeitos tóxicos sobre o desenvolvimento do feto ou criança. O Flúor é encontrado em alimentos in natura, nos preparados com água fluoretada, nos alimentos cultivados com agrotóxicos (pois eles contém flúor) e em muitos produtos alimentícios e bebidas industrializadas (refrigerantes, cervejas, sucos e chás). Estudo brasileiro que avaliou o teor de fluoreto em arroz feijão (preparados com agua fluoretada) e alimentos infantis industrializados (papinhas prontas, cereais, leite em pó e outros) concluiu que as preparações caseiras, mesmo feitas com água fluoretada, são mais seguras que os alimentos industrializados, principalmente para crianças, pois os alimentos infantis industrializados atingiram 45% da dose máxima limite para fluorose clinicamente aceitável. Sendo as crianças o grupo mais suscetível aos efeitos tóxicos, e, enquanto nada é feito em nível de saúde pública, uma atitude importante é reduzir o consumo infantil de alimentos industrializados, os quais podem conter excesso de flúor e na maioria das vezes não encontramos nenhuma informação no rótulo, além de evitar que as crianças ingiram creme dental, pois a maioria destes produtos voltados para o público infantil são adocicados e com sabores artificiais, favorencendo o consumo pelas crianças.  Neste contexto do risco de ingestão elevada de flúor, especialistas discutem que a forma mais segura de prevenção de caries é uma boa escovação após as refeições e evitar consumo excessivo de açúcar. Lembrando que o Ministério da Saúde recomenda evitar o uso de açúcar de adição na alimentação de criança pequenas.

A lista dos produtos quimicos reconhecidos como neurotóxicos pode ser acessada em: http://www.thelancet.com/cms/attachment/2033557156/2049556605/mmc1.pdf

Referências:

Philippe Grandjean, Philip J Landrigan. Neurobehavioural effects of developmental toxicity. The Lancet Neurology, Volume 13, Issue 3, 2014, 330-338. http://www.thelancet.com/journals/laneur/article/PIIS1474-4422(13)70278-3/abstract.

Choi AL, Sun G, Zhang Y, Grandjean P. Developmental fluoride neurotoxicity: a systematic review and meta-analysis. Environ Health Perspect 2012; 120: 1362–68. http://ehp.niehs.nih.gov/1104912/

Leia um resumo das pesquisas sobre o impacto do fluor no desenvolvimento neurologico em: http://www.hsph.harvard.edu/news/features/fluoride-childrens-health-grandjean-choi/

Peckham, S., Lowery, D., and Spencer, S. 2015. Are fluoride levels in drinking water associated with hypothyroidism prevalence in England? A large observational study of GP practice data and fluoride levels in drinking water. J. Epidemiol. Community Health doi: 10.1136/jech-2014-204971. http://jech.bmj.com/content/early/2015/02/09/jech-2014-204971

Casarin Renato C V, Fernandes Daniel R M, Lima-Arsati Ynara B O, Cury Jaime A. Concentração de fluoreto em arroz, feijão e alimentos infantis industrializados. Rev. Saúde Pública  [Internet]. 2007  Aug [cited  2015  Dec  16] ;  41( 4 ): 549-556. http://www.scielo.br/pdf/rsp/v41n4/6048.pdf

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Arquivado em alimentação e saúde, alimentação infantil, flúor

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