OPAS considera alimentos ultraprocessados como “quase viciantes”!

A OPAS, acaopas ultraprocessados 2015ba de publicar um relatório que apresenta dados sobre aumento nas vendas de produtos e bebidas ultraprocessados ao longo da última década. Segundo o relatório os alimentos ultraprocessados, são considerados como “quase viciantes” e estão substituindo os alimentos frescos, estando associados a “epidemia e obesidade” na América Latina. O documento afirma que as comidas industrializadas estão acabando com as dietas tradicionais nutritivas.

Intitulado “Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, efeito sobre a obesidade e implicações para as políticas públicas”, o documento descreve as vendas de produtos alimentícios industrializados, incluindo os ultraprocessados como, refrigerantes, sucos, doces e salgadinhos, entre outros. De 2000 a 2013, a venda per capita destes produtos aumentaram 26,7% em 13 países da America Latina, entre eles o Brasil.

Os dados apontam que o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados na América Latina está fortemente associado ao aumento do peso corporal dos habitantes. Nos países em que as vendas destes produtos eram mais elevadas, como o México e o Chile, a população tinha um IMC (índice de massa corporal) médio mais alto que em outras regiões.

Segundo o documento “estes produtos não são planejados para atender as necessidades nutricionais das pessoas, eles são planejados para ficar muito tempo nas prateleiras e gerar desejos de consumo incontroláveis que dominam os mecanismos naturais de controle do apetite e o desejo racional de parar de comer”.

O relatório discute como possíveis facilitares desta condição a globalização e a desregulamentação do mercado, que aumentaram a penetração das empresas alimentícias estrangeiras e multinacionais nos mercados locais.

O texto ressalta que a partir de 2013, os brasileiros e peruanos se tornaram os maiores consumidores de lanches de fast-food da América Latina, comprando dez vezes mais do que a Bolivia, por exemplo.

A recomendação expressa no documento é que para conter o avanço crescente dos índices de sobrepeso e obesidade é preciso reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e que resultados efetivos só serão alcançados com a união de esforços de vários setores, como órgãos governamentais, comunidade científica e sociedade civil, atuando na promoção de melhores escolhas e acesso a alimentos saudáveis.

Estas políticas devem ser estruturadas em campanhas educativas, que informem e estimulem a pratica culinária em ambiente doméstico, mas também a aprovação de normas “sobre preços, incentivos, agricultura e comércio” para proteger a agricultura familiar, os cultivos tradicionais e a inclusão dos alimentos frescos na dieta.

Neste contexto, outro documento da OPAS, intitulado “Plano de Ação para a Prevenção da obesidade em crianças e adolescentes, 2014”, enfocando a prevenção da obesidade em crianças, recomenda fortemente a restrição da comercialização de alimentos não saudáveis para o público infantil.

Para ler mais acesse o documento na integra, clique aqui:

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