Anvisa divulgou os resultados da Analise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos

agrotoxicos

Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou no dia 14 de novembro (2014)  a segunda etapa do Relatório Final do Programa de Analise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) de amostras coletadas em 2012. O relatório traz um total de seis alimentos monitorados: abobrinha, alface, feijão, fubá de milho, tomate e uva, cujos resultados ainda não haviam sido divulgados.

Os resultados insatisfatórios são divididos em duas categorias: quantidade de resíduo de agrotóxicos acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR) ou presença de agrotóxico não autorizado para a cultura analisada. Ao todo, 25% das amostras apresentaram algum tipo de problema.

Os alimentos com maior porcentagem de inadequação nesta segunda etapa foram: abobrinha (48% das amostras), alface (45%), uva (29%) e tomate (16%). Vale lembrar que na primeira etapa (divulgada em out/2013) as maiores inadequações foram para: morango (59%), pepino (42%), abacaxi (41%), cenoura (33%) e laranja (28%). Já na etapa anterior, as inadequações foram mais frequentes em: pimentão (89%), cenoura (67%), pepino (44%), alface (43%), mamão (20%), arroz (16%).

A agencia apresenta alguns cuidados que o consumidor deve ter na escolha de alimentos seguros e de qualidade, como:

  • Dar preferência a alimentos da época, que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos.
  • Dar preferência a alimentos certificados como, por exemplo, com selos de produtos “orgânicos” e/ou “Brasil Certificado” A certificação atesta a profissionalização e o comprometimento do produtor com os protocolos de sistema de produção sustentável previamente estabelecidos pelo estado em parceria com as cadeias produtivas de alimentos.
  • Optar por produtos com origem identificada, ou seja, rotulados com a identificação do produtor. Essa identificação reforça o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos por eles produzidos.
  • Buscar redes varejistas que possuem programas de rastreabilidade e de controle da qualidade dos alimentos.

Importante saber!

  • Na agricultura são utilizados dois tipos de agrotóxicos um age externamente no alimento e o outro tem efeito sistêmico, ou seja, penetram no interior de folhas e polpas. Assim, os procedimentos de lavagem dos alimentos em água corrente e a retirada de cascas e folhas dos alimentos podem reduzir os resíduos de agrotóxicos externos, porém não eliminam aqueles contidos no interior do alimento.
  • Soluções de hipoclorito de sódio (água sanitária) não elimina os resíduos de agrotóxicos, mas devem ser usadas para a higienização dos alimentos.
  • Resultados encontrados em concentrações acima do LMR estabelecido para o alimento e/ou a presença de agrotóxicos em alimentos para as quais seu uso não é autorizado é considerado como um fator de risco a saúde.
  • O consumidor pode acompanhar o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA no Portal da Anvisa:http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Agrotoxicos+e+Toxicologia

Em conclusão, o que pode ser feito pelo consumidor para diminuir a ingestão de agrotóxicos?

Algumas atitudes podem auxiliar o consumidor a reduzir o consumo de agrotóxicos, como: optar por alimentos de época, que a princípio necessitam de uma carga menor de agrotóxicos para serem produzidos; buscar conhecer a origem, procedência dos alimentos, por meio dos selos de certificação e de comercio varejistas que possuem sistema de rastreabilidade dos produtos. A higienização adequada dos alimentos, apesar de não eliminar o agrotóxico, pode reduzir a sua quantidade, auxiliando na remoção dos agrotóxicos que estão na parte externa do alimento. E, quando possível, optar pela aquisição de alimentos orgânicos.

Os resultados divulgados devem servir para o consumidor ficar mais atento a origem e características dos alimentos que adquire para o consumo e priorizar o consumo de frutas e vegetais de época, porém não devem ser interpretados como uma limitação para o consumo de frutas e vegetais, uma vez que vários estudos indicam sua importância para manutenção da boa saúde. Além do fato de que a substituição de alimentos naturais por produtos industrializados resulta em risco maior para a saúde dos indivíduos, devido ao excesso de ingredientes como açúcar, sal e gorduras, utilizados em sua fabricação, lembrando que estes ingredientes também são cultivados na agricultura convencional com a utilização de defensivos químicos.

para saber mais acesse:

Segunda fase Relatório: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/f7285680463435ca839cbfec1b28f937/PARA+Resultados2012B_Resumido-14-11-14.pdf?MOD=AJPERES

Primeira fase relatório: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/a6ec1e8041a2bd0c9b969fde61db78cc/PARA+2011-2012.pdf?MOD=AJPERES

Órgãos governamentais:

Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br/

Agencia Nacional de Vigilância Sanitária: http://portal.anvisa.gov.br

Ministério da Agricultura: http://www.agricultura.gov.br

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4 Comentários

Arquivado em agrotóxicos em alimentos

4 Respostas para “Anvisa divulgou os resultados da Analise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos

  1. Cida

    A solução é plantar verduras básicas, e se abster de comer vegetais. Partir pros multivitamínicos. Quando possível, comprar orgânicos(quando preço permite). Fibras, só aveia orgânica comprada em fardo. Loucura não comer vegetais e tomar suplementos vitamínicos? Ou loucura comer vegetais em busca de vitaminas com veneno? Qual encurta mais a vida e a saúde?

    • Instituto Nutrição ComCiência

      Olá Cida, o consumo de frutas e vegetais são de grande importância para boa saúde. Os suplementos não possuem a mesma função de um alimento in natura, o qual combina os nutrientes de forma harmonica e com melhor aproveitamento para nosso organismo. Porém, é importante, o consumidor ficar atento e optar sempre por “produtos de época” que requerem menos agrotóxicos ao processo de produção e, ainda, possuem um preço melhor (verifique a época de cda aliemnto aqui: http://www.ceasacampinas.com.br/novo/Serv_Alimentos_Epoca.asp). Outra questão é sempre que possível optar por alimentos orgânicos, existem algumas iniciativas de comercio de alimentos orgânicos com preço mais acessíveis, como a feira do Parque da Agua Branca e o Instituto chão que fica na Vila Madalena (veja as informações sobre o comercio de orgânicos neste site: http://aao.org.br/aao/onde-encontrar-organicos.php).

      • Cida

        Eu sou de Minas, Triângulo mineiro. Aqui produto organico é “chic” e custa 3 vezes mais… Tomate já vi de 13,90 o kilo! No supermercado, o normal custa entre 2,99 a 4,99.

        E sobre os suplementos, os disponíveis no mercado brasileiro são fracos. Agora opções importadas, como os da life extension, são de elevada qualidade, usando os melhores sais. O duro é o valor do dólar, que torna a importação impraticável.

        Mas é uma pergunta seria, até onde consumir alimentos com agrotóxicos é melhor do que consumir um suplemento vitamínico de qualidade? Alface com agrotóxico é o fim do mundo… é praticamente impossível remover tudo… A superfície é grande e te, dobras, sem falar que a folha é fina e com pouco movimento vc já estraga a alface…

        E sobre os vegetais da estação, porque o uso de agrotóxico neles é menor? Se você tem mais alimento disponível, logo a proliferação de insetos tenderia a ser maior, não? E com isso o uso de agrotóxicos, também não?

        Talvez esteja raciocinando errado, estudei isso a alguns anos já rsrsrs

        Obrigado! Abraços
        Cida

      • Instituto Nutrição ComCiência

        Olá Cida, sem dúvida nenhum ainda é melhor consumir alimentos. O que podemos fazer e evitar o consumo excessivo, por isto, é importante variar a nossa alimentação, escolher melhor o que consumimos e passar a comer menos, existem projeções que discutem que a cada ano que passa as pessoas estão consumindo quantidades cada vez maiores, 1/3 a mais do que deveriam para viver com saúde. Agrotóxicos estão presentes também nos produtos industrializados e também na água, portanto, não estão somente nas frutas e legumes frescos, estudos mostram que o risco, dos agrotóxicos aprovados, é devido a quantidades excessivas. Nosso organismo foi adaptado para viver por meio de alimentos e não de suplementos. Todo o processo envolvido na digestão de alimentos são primordiais para boa saúde, pois a saúde é um conjunto do bom funcionamento geral do nosso corpo, por exemplo a mastigação dos alimentos, entre outras funções, estimula a liberação de enzimas importantes e, tem repercursões até na saúde intestinal, promovendo o equilibrio da nossa microbiota intestinal, e os conhecimentos atuais mostram que este equilibrio intestinal é fundamental para saúde como um todo. Portanto, acreditamos que como cidadãos devemos exigir dos governos, dos agricultores e da industria maior rigor e cuidado com o processo produção de alimentos. No nosso site tem um post também que discute a questão dos suplementos, segue link: https://incciencia.com.br/2015/06/15/sera-que-preciso-consumir-algum-suplemento-vitaminico. Abraços

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